5 sinais de que você está exagerando na criação dos filhos – e como criar crianças resilientes.

5 sinais de que você está exagerando na criação dos filhos – e como criar crianças resilientes.

by Editoria Bolsa e Mercado
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É uma cena comum: seu filho enfrenta um problema ou está chateado com uma situação. Antes mesmo de terminar de explicar, você já intervém com soluções. É isso que bons pais fazem, certo?

No entanto, quando o ato de resgatar se torna rotina, isso prejudica as habilidades que as crianças precisam desenvolver para fortificar sua confiança e resiliência. Como psicóloga clínica que trabalha com crianças e adolescentes ansiosos, além de ser mãe, posso afirmar que o suporte amoroso pode rapidamente se transformar em superproteção.

A superproteção combina envolvimento excessivo com proteção exagerada, sinalizando repetidamente para as crianças que o mundo é inseguro e que elas não conseguem lidar com desafios sem apoio adulto. Isso pode corroer a confiança, aprofundar a dependência e amplificar a ansiedade.

A seguir, apresentamos cinco sinais que podem indicar que você está superprotegendo seu filho, além do que eles realmente precisam para crescer e prosperar.

1. Você resolve os problemas do seu filho antes mesmo que ele tenha a chance de tentar

Quando as crianças enfrentam dificuldades, muitos pais imediatamente sentem a necessidade de intervir. Isso pode se manifestar em ações como negociar a redução da carga horária de tarefas, intervir junto aos pais de amigos ou reorganizar agendas para minimizar o desconforto.

No entanto, as crianças não conseguem se tornar solucionadoras de problemas confiantes se não forem dadas a oportunidade de tentar, errar e ter sucesso por conta própria.

O que fazer: Faça uma pausa antes de oferecer soluções. Em seguida, pergunte: “O que você acha que poderia tentar?” Isso estimula o pensamento independente e ensina as crianças a valorizarem suas ideias.

2. Você tenta proteger seu filho de sentimentos negativos

Muitos pais se preocupam que a experiência de ansiedade, tristeza ou frustração seja de alguma forma prejudicial. Essa preocupação pode levar à busca constante de oferecer reassurances, distrações ou tentativas de “consertar” cada descontentamento: “Não fique triste, vamos fazer algo divertido!”

No entanto, sentimentos dolorosos são uma parte natural da vida, e aprender a lidar com eles é essencial para um desenvolvimento saudável.

O que fazer: Normalize e nomeie a emoção que seu filho está sentindo, e então expresse confiança na capacidade dele de lidar com essas sensações difíceis: “É compreensível que você se sinta frustrado, e eu sei que você pode enfrentar isso.”

3. Você espera que seu filho seja frágil, em vez de capaz

Um padrão sutil de superproteção é ajustar as expectativas com base no que tememos que nosso filho não consiga lidar, em vez de considerar o que ele é capaz de aprender a gerenciar.

Isso leva a uma diminuição das expectativas para evitar angústia — excusando crianças de práticas, aulas ou outras rotinas porque podem ser cansativas ou estressantes — e filtrando todos os feedbacks para amenizar sentimentos feridos. Embora isso possa proporcionar alívio momentâneo, esperar fragilidade pode, inadvertidamente, ensinar as crianças a se enxergarem como frágeis.

O que fazer: Pergunte a si mesmo se suas expectativas são adequadas para a idade e habilidades do seu filho. Os desafios que ele enfrenta são realmente arriscados ou apenas desconfortáveis? Ofereça suporte que ajude seu filho a crescer, em vez de protegê-lo de cada dificuldade.

4. Você coloca toda a importância no resultado, em vez do valor do processo de aprendizagem

A superproteção muitas vezes enfatiza os resultados — prevenindo erros, suavizando sentimentos ou garantindo sucesso — em vez de ensinar as crianças a lidar com contratempos.

Isso pode se manifestar em ações como negociar tarefas em grupo com um professor para garantir que seu filho tenha os “parceiros de projeto perfeitos”, discutir com um treinador sobre uma decisão decepcionante ou micromanejar cada etapa de um artesanato para garantir que tudo seja feito corretamente. Contudo, o verdadeiro crescimento ocorre quando as expectativas falham e as crianças aprendem a se adaptar.

O que fazer: Deixe os erros acontecerem. Resista à tentação de buscar o dever de casa esquecido, discutir uma nota ruim ou comprar um presente depois de um desempenho decepcionante. Apoie seu filho enquanto ele faz o esforço de resolver problemas, adaptar-se e aprender com o processo.

5. Sua própria ansiedade se torna o que o impulsiona, não o crescimento deles

Comportamentos de superproteção frequentemente surgem do desconforto e das inseguranças dos adultos em relação ao fracasso, ao julgamento ou às consequências de longo prazo.

Isso pode se manifestar em ações como telefonar para os pais de um amigo após uma desavença menor por preocupação com repercussões sociais, ou ficar em cima da lição de casa por causa da ansiedade sobre o desempenho do seu filho. Embora bem intencionados, essas atitudes são frequentemente interpretadas pelas crianças como uma falta de confiança dos pais nelas, semeando dúvidas em suas próprias habilidades.

O que fazer: Faça uma pausa e reflita: “Isso é sobre a segurança deles, ou sobre meu desconforto em vê-los enfrentar dificuldades?” Modele como tolerar o desconforto quando não há solução imediata.

A superproteção muitas vezes decorre do amor e da proteção, mas proteger as crianças de todos os desafios pode aumentar a ansiedade que se espera evitar. Ao exagerar de um lado, a negligência gera o mesmo resultado.

A chave é o equilíbrio: guiar sem controlar, apoiar sem resgatar, treinar enquanto confia. A resiliência se desenvolve quando as crianças se sentem seguras o suficiente para tentar e livres para aprender por conta própria.

Dr. Meredith Elkins é psicóloga clínica especializada em transtornos de ansiedade em crianças e pais. Ela é docente na Harvard Medical School, co-diretora do McLean Anxiety Mastery Program no McLean Hospital e autora do livro “Parenting Anxiety: Breaking the Cycle of Worry and Raising Resilient Kids.”

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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