Tráfego Marítimo no Estreito de Ormuz
O tráfego de navios no estreito de Ormuz, localizado ao largo da costa de Musandam, Omã, permaneceu bastante reduzido na quarta-feira, que foi o primeiro dia após a extensão do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, anunciada pelo presidente Donald Trump.
Incidência do Cessar-Fogo
A decisão unilateral de Trump em estender a trégua não resultou na abertura do estreito. O Irã continua a tentar controlar o tráfego de embarcações na rota marítima, enquanto os Estados Unidos mantêm o bloqueio a portos e embarcações iranianas.
Dados de rastreamento da LSEG indicaram que pelo menos seis navios transitaram pelo estreito na quarta-feira, incluindo três petroleiros. O petroleiro iraniano Atlantis II parece ter atravessado o estreito em direção ao Golfo de Omã, apesar do bloqueio dos Estados Unidos.
Em comparação com terça-feira, o tráfego não apresentou mudanças significativas, quando pelo menos seis navios também realizaram a travessia. No entanto, na segunda-feira, cerca de uma dúzia de embarcações comerciais de diferentes tipos cruzaram a região, conforme os dados revelaram.
O tráfego continua muito abaixo dos níveis normais observados antes do início da guerra, quando mais de 100 navios transitavam pelo estreito diariamente.
Situação de Segurança
A situação de segurança no estreito permanece preocupante. A Guarda Revolucionária do Irã informou na quarta-feira que apreendeu dois navios de contêineres que tentaram cruzar o estreito "sem autorização", conforme relataram agências de notícias estatais, como a Tasnim.
O Centro de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO) emitiu alertas para os navios, destacando que há "altos níveis de atividade" no estreito e que é necessário relatar qualquer atividade suspeita.
Na quarta-feira, um navio de carga foi alvo de tiros e, conforme relato de incidente do UKMTO, agora está parado na água. Um barco de patrulha da Guarda Revolucionária iraniana disparou contra um navio de contêiner na terça-feira, provocando danos significativos à ponte da embarcação, segundo informações do UKMTO.
As ocorrências de ataques a navios nesta semana seguem um fim de semana marcado por confusão e confrontos na região do estreito. No sábado, forças iranianas dispararam contra um petroleiro e um navio de carga na rota marítima, um dia após declarar a via marítima aberta para tráfego comercial. Esses navios eram supostamente de origem indiana, levando Nova Délhi a registrar uma queixa formal junto a Teerã.
Conflito Aumenta Tensão no Tráfego Marítimo
No domingo, a Marinha dos Estados Unidos disparou contra um navio de carga iraniano no Golfo de Omã. Fuzileiros navais a bordo tomaram posse da embarcação, e Trump afirmou que o navio estava tentando evitar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao Irã.
Os ataques realizados pelo Irã a petroleiros antes do cessar-fogo causaram uma drástica queda no tráfego por meio do estreito, reconhecida como a maior interrupção no fornecimento de petróleo na história. Anteriormente à guerra, cerca de 20% do suprimento de petróleo bruto mundial passava pelo estreito.
De acordo com a Rystad Energy, será necessário até julho para que os fluxos de petróleo alcancem até 90% dos níveis pré-guerra, e até dois meses adicionais para que os barris cheguem às refinarias em todo o mundo para o processamento em produtos finais.
Fonte: www.cnbc.com


