Poupança retoma captação em maio com entradas líquidas de R$ 2,6 bilhões após quatro meses de retiradas.

Poupança retoma captação em maio com entradas líquidas de R$ 2,6 bilhões após quatro meses de retiradas.

by Fernanda Lima
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Captação Líquida da Caderneta de Poupança em Maio

A caderneta de poupança registrou uma captação líquida positiva em maio, encerrando uma sequência de retiradas que vinha ocorrendo desde o início de 2026. Os dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira, 9 de junho, mostram que os depósitos superaram os saques em R$ 2,604 bilhões durante o mês, marcando o primeiro resultado positivo desde dezembro de 2025.

Desempenho e Concorrência

Esse desempenho representa uma mudança significativa de direção após meses caracterizados por expressivos resgates em um ambiente ainda marcado por juros elevados e forte concorrência entre diferentes aplicações de renda fixa. No mês de dezembro do ano anterior, a poupança havia contabilizado uma entrada líquida de R$ 5,410 bilhões.

Saldo do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo

No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o principal segmento da modalidade, o saldo líquido ficou positivo em R$ 2,295 bilhões. Esse valor representa o segundo mês consecutivo com captação líquida positiva. Além disso, a poupança rural registrou depósitos líquidos de R$ 308,455 milhões em maio, contribuindo para o quadro geral da caderneta.

Saldo Acumulado e Preferências dos Investidores

Apesar da recuperação observada em maio, o saldo acumulado do ano permanece negativo. Entre janeiro e maio de 2026, os brasileiros retiraram, em termos líquidos, R$ 39,119 bilhões da caderneta de poupança. Esse fenômeno reflete a preferência de parte dos investidores por alternativas que acompanham mais de perto o atual patamar de juros.

Remuneração da Poupança

A remuneração da caderneta de poupança continua a ser calculada pela Taxa Referencial (TR) adicionada a um rendimento fixo de 0,5% ao mês. Essa regra permanece em vigor enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está fixada em 14,5% ao ano.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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