Destaques Corporativos do Dia
O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou seu posicionamento em relação ao aumento da inadimplência, além de pedir a repactuação de uma dívida híbrida no valor de R$ 4,1 bilhões com o Tesouro. Outros destaques incluem a elevação da nota de crédito da Azul (AZUL53) pela S&P, o balanço do quarto trimestre de 2025 e os dividendos da Copasa (CSMG3), conforme noticiado nesta quinta-feira (26).
Banco do Brasil (BBAS3) e a Alta da Inadimplência
O Banco do Brasil (BBAS3) negou que a recente alta de R$ 3,6 bilhões na inadimplência de sua carteira de títulos e valores mobiliários (TVM) estivesse relacionada à Novonor, que foi a controladora da Braskem. Essa informação circulou na mídia e nas redes sociais, mas a instituição enfatizou que não mencionou nomes de clientes durante a apresentação do balanço do quarto trimestre de 2025.
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco esclareceu que a operação questionada, que já tinha provisões constituídas em períodos anteriores, não impactou de forma material o lucro do período. Embora a operação tenha sido classificada como inadimplente acima de 90 dias, as negociações para regularizá-la foram finalizadas em 2025, com a formalização contratual prevista para o primeiro trimestre de 2026.
Banco do Brasil (BBAS3) e a Repactuação de Dívida com o Tesouro
Na quarta-feira (25), o Banco do Brasil (BBAS3) informou que solicitou aos órgãos competentes a revisão do cronograma de devolução de um Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD), que foi contratado com o Tesouro Nacional em 2012. Este IHCD reúne características de dívida e capital e foi empregado para fortalecer a estrutura de capital do banco.
Dos R$ 8,1 bilhões inicialmente emitidos, ainda restam R$ 4,1 bilhões a serem pagos, conforme o cronograma aprovado em 2021. O Banco do Brasil propôs um novo calendário de pagamento, com parcelas de R$ 100 milhões em julho de 2026 e julho de 2027, uma parcela de R$ 1 bilhão em julho de 2028 e uma última parcela de R$ 2,9 bilhões em julho de 2029.
Caso a nova proposta seja aprovada, o banco estima preservar 8 pontos-base de capital em 2026 e 2027. Em 2028 e 2029, o impacto projetado seria de 8 bps e 22 bps, respectivamente. Até que a solicitação seja analisada e possivelmente aprovada, continua válido o cronograma de devolução estabelecido em 2021.
Azul (AZUL53) e a Elevação da Nota de Crédito
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou, na quinta-feira (25), a recomendação de crédito da companhia aérea Azul (AZUL53) para B-, ainda em grau especulativo, após a companhia concluir sua reestruturação financeira, um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. A melhoria na nota foi atribuída à redução da dívida em aproximadamente US$ 1,1 bilhão e do leasing em cerca de US$ 1 bilhão, resultando em um corte de 40% na dívida bruta ajustada.
A S&P projetou que a alavancagem apresentada pela dívida sobre o Ebitda deve ficar entre 3 e 3,5 vezes em 2026, uma diminuição em relação a mais de 6 vezes em 2024 e 2025.
Copasa (CSMG3) e os Resultados do Quarto Trimestre
A Copasa (CSMG3), responsável pelo saneamento em Minas Gerais, reportou um lucro líquido de R$ 337 milhões no quarto trimestre de 2025, o que representa um aumento de 23,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado foi de R$ 731 milhões, com um crescimento de 14,1% em comparação ao quarto trimestre do ano anterior. Analistas aguardavam um lucro líquido em torno de R$ 353 milhões e um Ebitda de R$ 767 milhões para o mesmo período, segundo informações da LSEG.
A receita líquida no período chegou a R$ 1,88 bilhão, um crescimento de 6,9%. A Copasa também informou a distribuição de dividendos complementares de R$ 688,2 mil relacionados ao 4T25.
Nubank (ROXO34) e o Lucro Histórico
O Nubank (ROXO34) registrou um lucro líquido de US$ 894 milhões no quarto trimestre de 2025, representando um aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2024, conforme balanço divulgado na quarta-feira (25). Esse valor representa o maior lucro registrado pela instituição até hoje e demonstra um crescimento contínuo a cada trimestre.
No entanto, as ações da fintech apresentaram o pior desempenho entre as financeiras na América Latina em 2026, devido a preocupações relacionadas à inteligência artificial. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 33%, um aumento de quatro pontos percentuais, superando o resultado do Itaú (ITUB4), que fechou o trimestre com um ROE de 23%. Os resultados são atribuídos às prioridades e escolhas estratégicas promovidas pelo Nubank durante o ano.
Rede D’Or (RDOR3) e o Crescimento do Lucro
A Rede D’Or (RDOR3), que é a maior rede de hospitais listada na bolsa do Brasil, registrou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no quarto trimestre de 2025, um aumento de 39,2% em relação ao resultado obtido no mesmo período de 2024. O resultado ficou em conformidade com as expectativas do mercado. O Ebitda foi de R$ 2,8 bilhões, o que representa uma alta de 38,7% em relação ao ano passado, ligeiramente acima da expectativa do mercado que previa um Ebitda de R$ 2,7 bilhões.
A margem Ebitda alcançou 19% no 4T25, um aumento de 3,7 pontos percentuais em comparação com o resultado sazonal. A receita líquida da Rede D’Or cresceu 11,8%, totalizando R$ 14,6 bilhões. Ao final de 2025, a rede operava com 79 hospitais, sendo 76 próprios e 3 sob gestão, totalizando 13.555 leitos, um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior. A taxa de ocupação dos leitos hospitalares atingiu 76,9% no 4T25, um acréscimo de 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Tecnisa (TCSA3) e a Venda de Participação no Jardim das Perdizes
A Tecnisa (TCSA3) aceitou a proposta vinculante do Grupo BTG Pactual para a venda de 26,09% de sua participação na Windsor Investimentos Imobiliários, que é responsável pelo empreendimento Jardim das Perdizes. O acordo está avaliado em R$ 260,9 milhões, a serem pagos à vista.
O comunicado da empresa, divulgado na quarta-feira (25), enfatizou que a transação poderá ser concretizada somente após o cumprimento de algumas condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Por meio da Windsor Investimentos Imobiliários, a Tecnisa detém 52,5% do capital social do projeto localizado no bairro da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.
Kepler Weber (KEPL3) e o Crescimento do Lucro
A Kepler Weber (KEPL3) reportou um crescimento de 28,5% em seu lucro líquido no quarto trimestre de 2025, elevando-se de R$ 50,4 milhões para R$ 64,8 milhões. No entanto, o Ebitda da companhia apresentou uma queda de 17,7%, totalizando R$ 67,5 milhões. A receita operacional líquida caiu de R$ 460,1 milhões para R$ 398,7 milhões, uma diminuição de 13,3%. O lucro por ação avançou 30,9%, passando de R$ 0,2855 para R$ 0,3736.
No acumulado de 2025, a receita líquida foi de R$ 1,5 bilhão, refletindo uma retração de 7,3% em relação a 2024, consequência de uma abordagem mais cautelosa em relação aos investimentos. Apesar disso, o ano registrou o terceiro maior volume de toneladas embarcadas nos últimos dez anos, o que evidencia a robustez da demanda.
Shell e o Apoio à Raízen (RAIZ4)
A Shell, parceira da joint venture com a problemática produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4), manifestou disposição para injetar um capital considerável na empresa, a fim de evitar uma recuperação judicial. Segundo fontes familiarizadas com o assunto, a Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar do mundo e fundamental distribuidora de combustíveis no Brasil, enfrenta uma grave situação financeira devido a um prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre.
A situação se agravou com o aumento da dívida líquida, que atingiu R$ 55,3 bilhões no final do ano, resultado de grandes investimentos, condições climáticas desfavoráveis e incêndios em canaviais, o que resultou em menores rendimentos agrícolas e volumes reduzidos de moagem. Inicialmente, a Shell estava disposta a injetar R$ 2,5 bilhões na Raízen, mas agora indicou que ofereceria até R$ 3,5 bilhões, sob determinadas condições.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo
Fonte: www.moneytimes.com.br

