O governo federal está intensificando seus esforços para implementar medidas econômicas populares com foco nas eleições deste ano. Entre as principais ações que estão sendo estudadas, destaca-se o fim da chamada “taxa das blusinhas”, um imposto que incide sobre produtos importados, especialmente aqueles provenientes de plataformas asiáticas.
Representantes do Ministério da Fazenda estão engajados em negociações com entidades do setor bancário com o objetivo de encontrar soluções que ajudem a reduzir o endividamento dos brasileiros.
Uma das alternativas em discussão é a criação de um fundo garantidor que permita que consumidores endividados tenham acesso a linhas de crédito com prazos mais extensos e taxas de juros mais baixas.
Outra possibilidade que está sendo considerada é a União fornecer recursos financeiros para que os bancos possam liberar linhas de crédito subsidiadas.
Atualmente, o nível de comprometimento da renda das famílias com dívidas já chegou a 29%, o que acende um sinal de alerta tanto para o sistema financeiro quanto para o governo.
Cenário econômico desafiador
O contexto macroeconômico do país apresenta desafios adicionais para as intenções eleitorais. A inflação, que estava sob controle nas projeções iniciais do governo e do Banco Central, pode ser afetada pela alta do petróleo no mercado internacional, comprometendo as previsões de diminuição da taxa de juros.
Além disso, o mercado de trabalho começa a mostrar sinais de desaceleração. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmaram a criação de 255 mil postos de trabalho com carteira assinada no mês de fevereiro, um número que ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, indicando uma tendência de desaceleração gradual.
O subsídio aos combustíveis também está entre os tópicos em discussão. Vários países, incluindo economias mais robustas, estão adotando medidas para impedir que o aumento no preço dos combustíveis impacte o consumidor final.
No Brasil, essa medida adquire um componente político adicional, visto que a inflação é um fator determinante em períodos eleitorais.
Para Lucinda Pinto, analista de Economia do CNN Money, o cenário para o governo tornou-se mais desafiador: “Inflação mais alta, mercado de trabalho desacelerando e uma queda de juros muito menor do que todos desejávamos”.
Ela acrescenta que o ambiente está repleto de incertezas, com o agravante do elevado nível de endividamento da população.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

