Declarações do Ministro da Fazenda
Sensibilidade do Banco Central
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que conta com a "sensibilidade" do Banco Central para promover uma redução na taxa Selic, que atualmente se encontra em 15% ao ano. Segundo Haddad, essa taxa básica de juros já está em um nível que considera "muito restritivo", impactando de maneira significativa a atividade econômica.
Impacto na Atividade Econômica
Durante uma entrevista ao apresentador José Luiz Datena, Haddad expressou preocupação com os efeitos da taxa elevada sobre a economia. Ele afirmou: “O que nós aqui na Fazenda estamos vendo é que a atividade está sentindo. Está sentindo já de forma expressiva.” A declaração foi veiculada na noite da última sexta-feira, 5 de outubro.
Dados do PIB
Na terça-feira anterior, 2 de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que mostram um avanço de apenas 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre de 2025. Esse resultado representa uma queda em relação ao crescimento de 1,3% observado no primeiro trimestre do mesmo ano. Essa desaceleração foi atribuída principalmente à diminuição no desempenho do agronegócio e da indústria, setores que dependem da taxa básica de juros para acesso a crédito e seu funcionamento otimizado.
Questões da Inflação e Juros
Na mesma entrevista, o ministro Haddad ressaltou que a inflação está em uma tendência de queda e deverá continuar nesse padrão. Contudo, ele alertou que os altos juros estão dificultando o crescimento em setores fundamentais da economia.
Haddad pontuou a necessidade de a autoridade monetária, o Banco Central, levar em consideração a situação econômica atual. Ele afirmou: “A indústria, o comércio já estão sentindo. Então, precisa olhar. A autoridade monetária precisa olhar para isso com a sensibilidade que cabe a eles, o momento e tal, mas precisa olhar. Está pesando, está muito restritiva a taxa de juros.”


