Inflação do IPCA-15 em Junho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma alta de 0,41% em junho de 2026, conforme dados divulgados na quinta-feira (25/06). Esse resultado foi 0,21 ponto percentual inferior à variação observada em maio, quando o indicador teve um aumento de 0,62%. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a inflação medida pelo IPCA-15 atingiu 3,45%, enquanto a taxa acumulada em um período de 12 meses chegou a 4,80%, superando os 4,64% registrados no período anterior.
Acumulado Trimestral do IPCA-E
O IPCA-E, que corresponde ao acumulado trimestral do IPCA-15, alcançou 1,93%, superando a marca de 1,05% observada no mesmo período de 2025. No mês de junho do ano passado, a prévia da inflação havia mostrado um aumento de 0,26%.
Impactos dos Grupos de Consumo
Entre os nove grupos pesquisados, o grupo de Alimentação e Bebidas apresentou a maior variação mensal, com uma alta de 0,74%, além de ser responsável pelo maior impacto individual sobre o índice, contribuindo com 0,16 ponto percentual. O grupo Habitação também teve uma participação significativa, com um avanço de 0,72% e impacto de 0,11 ponto percentual. Juntos, Alimentação e Bebidas e Habitação representaram cerca de dois terços do resultado total do mês.
Apesar de manter a liderança nas pressões inflacionárias, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando houve um aumento de 1,38%. No entanto, a alimentação no domicílio viu sua taxa cair de 1,73% para 0,87%. Esse movimento foi impulsionado principalmente pelos aumentos nos preços da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%). No acumulado do primeiro semestre, preços do tomate, cenoura e batata-inglesa já mostram elevações que ultrapassam os 100%.
Itens Com Impacto Aliviante
Por outro lado, alguns itens contribuíram para aliviar a inflação dos alimentos. O preço do café moído recuou 3,69%, enquanto as frutas apresentaram uma queda média de 0,96% no período analisado.
A alimentação fora do domicílio também registrou desaceleração, passando de 0,51% em maio para 0,40% em junho. As refeições tiveram uma alta de 0,39%, ligeiramente abaixo dos 0,57% registrados anteriormente, enquanto os lanches mostraram uma aceleração, subindo para 0,45%.
Alterações no Grupo Habitação
No grupo Habitação, a alta de 0,72% foi principalmente influenciada pelo aumento de 2,04% na energia elétrica residencial, que representou o maior impacto individual sobre o IPCA-15 em junho. Este resultado inclui a cobrança adicional resultante da bandeira tarifária amarela, além dos reajustes aplicados em várias capitais do país.
Os custos relacionados a água e esgoto também contribuíram para a inflação dentro deste grupo, apresentando um aumento de 0,35%, refletindo reajustes tarifários em cidades como Curitiba e Brasília. O gás encanado, por sua vez, teve uma alta de 0,13%, resultado da combinação de aumentos e reduções tarifárias que ocorreram no Rio de Janeiro.
Outros Grupos e Análise Regional
Entre os demais grupos, Saúde e Cuidados Pessoais avançou 0,47%, com destaque para os artigos de higiene pessoal, especialmente perfumes, além do reajuste autorizado para os planos de saúde. No setor de Transportes, a variação foi negativa em 0,03%, influenciada principalmente pela queda nos preços dos combustíveis.
As passagens aéreas registraram um aumento de 7,24%, o que exerceu pressão positiva sobre o índice. Em contrapartida, os combustíveis experimentaram uma queda média de 1,22%, liderada pelo recuo de 5,30% no etanol e de 0,73% na gasolina. O preço do óleo diesel também apresentou uma redução de 1,47% no mês em análise.
Na análise regional, Brasília registrou a maior inflação entre as áreas pesquisadas, com um avanço de 0,93%, sendo essa variação influenciada, sobretudo, pelas altas das passagens aéreas e dos combustíveis. Os menores resultados foram observados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, todos apresentando uma variação de 0,28%.
(ibge)
Fonte: br.-.com


