Inflação em maio de 2023
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma desaceleração no comparativo mensal. A inflação oficial do Brasil registrou um aumento de 0,58% em maio, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta última sexta-feira, dia 12. No mês anterior, abril, o índice teve uma subida de 0,67%.
Acumulado em 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação subiu para 4,72%. Esse número ultrapassa a meta estabelecida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual a mais ou a menos. As projeções do mercado indicavam um aumento de 0,55% em maio, conforme a mediana obtida pelo Broadcast. Para o acumulado de 12 meses, a mediana esperava um aumento de 4,68%, que também está acima dos 4,39% observados em abril, situando-se acima do teto da meta de inflação.
Destaques do mês
Entre os principais destaques de alta no mês de maio, o grupo Alimentação e bebidas destacou-se com um aumento de 1,33%, representando o maior impacto com 0,29 ponto percentual. Na sequência, o grupo Habitação mostrou uma variação de 1,22% (0,18 p.p. de impacto) e Saúde e cuidados pessoais avançou 0,90% (0,12 p.p. de impacto).
Detalhes por grupos
No grupo de Alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio apresentou uma variação significativa de 1,65%. Esta alta foi influenciada pelos aumentos na batata-inglesa (44,69%), no tomate (20,62%), na cebola (16,80%) e nas carnes (1,39%). Por outro lado, as quedas mais evidentes foram observadas no preço do café moído (-2,38%) e nas frutas (-0,70%).
Quanto à alimentação fora do domicílio, o índice subiu 0,49%, com o lanche passando de 0,71% em abril para 0,49% em maio, e a refeição apresentando uma ligeira variação, de 0,54% para 0,51% no mesmo período.
No que diz respeito ao grupo Habitação, a variação de 1,22% foi fortemente influenciada pela alta de 3,67% na energia elétrica residencial, que se tornou o principal impacto individual no resultado do mês, contribuindo com 0,15 ponto percentual.
Dentro do grupo de Saúde e cuidados pessoais, que registrou uma alta de 0,90%, as subidas mais notáveis foram nos preços dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%), e no plano de saúde, que teve uma variação de 0,50%.
Desaceleração nos transportes
Por outro lado, no grupo de Transportes, houve uma desaceleração, com um índice de -0,46%. Esse resultado foi impulsionado pela queda nos preços dos combustíveis (-1,95%). O etanol passou de 0,62% em abril para -6,20% em maio, enquanto o óleo diesel caiu de 4,46% para -2,34%. A gasolina apresentou a maior contribuição negativa no resultado do mês, com uma variação de 1,86% caindo para -1,46%. Em contrapartida, o gás veicular teve um aumento, registrando alta de 5,81% em maio, após um recuo de 1,24% em abril.
No âmbito dos Transportes, o subitem passagem aérea também apresentou variação significativa, com um aumento de 3,20%, em contraste com a queda de 14,45% observada em abril.
Resumo das variações por grupos
| Grupo | Variação (%) Abril | Variação (%) Maio | Impacto (p.p.) Abril | Impacto (p.p.) Maio |
|---|---|---|---|---|
| Índice Geral | 0,67 | 0,58 | 0,67 | 0,58 |
| Alimentação e bebidas | 1,34 | 1,33 | 0,29 | 0,29 |
| Habitação | 0,63 | 1,22 | 0,10 | 0,18 |
| Artigos de residência | 0,65 | 0,08 | 0,02 | 0,00 |
| Vestuário | 0,52 | 0,62 | 0,02 | 0,03 |
| Transportes | 0,06 | -0,46 | 0,01 | -0,09 |
| Saúde e cuidados pessoais | 1,16 | 0,90 | 0,16 | 0,12 |
| Despesas pessoais | 0,35 | 0,41 | 0,04 | 0,04 |
| Educação | 0,06 | 0,00 | 0,00 | 0,00 |
| Comunicação | 0,57 | 0,23 | 0,03 | 0,01 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços
Fonte: www.moneytimes.com.br


