Atualização no Preço-Alvo da Yduqs
O Itaú BBA revisou o preço-alvo para as ações da Yduqs (YDUQ3), diminuindo-o de R$ 19 para R$ 17. Este novo preço-alvo sugere um potencial de valorização de 67% em relação ao fechamento anterior das ações, refletindo um contexto mais desafiador para o crescimento da empresa.
Apesar da revisão, o banco de investimentos ainda considera que as ações oferecem rendimentos atrativos com fluxo de caixa livre (FCFE) de 18%, potencial para a distribuição de dividendos e resiliência no segmento premium. Esses fatores sustentam a manutenção da recomendação de compra para os papéis.
Desempenho do Setor de Educação
O relatório do BBA destaca que o setor educacional apresentou um desempenho abaixo do esperado no último mês, após um aumento significativo no começo do ano. Juntamente com a performance negativa do Ibovespa, a expectativa do banco é que os investidores tenham realizado lucros, resultando em uma queda de 22% das ações YDUQ3 no último mês.
Os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), divulgados recentemente, e as expectativas de captação de alunos no primeiro trimestre de 2026 (1T26), especialmente no segmento de ensino digital, levantam dúvidas sobre quais fatores devem ser considerados de maneira razoável nos modelos e projeções para 2026.
Por volta das 15h01, horário de Brasília, as ações YDUQ3 apresentavam uma alta de 2,56%, cotadas a R$ 10,43.
Crescimento Menor na Captação de Alunos
O Itaú BBA aponta que o ambiente em 2026 será desafiador para a captação de alunos, principalmente no segmento de ensino digital, devido às restrições impostas pela nova regulamentação a determinados cursos. Além disso, a captação nessa modalidade poderá ser impactada pela migração parcial de alunos para programas híbridos. Assim, de acordo com a análise do BBA, o ciclo de captação do ensino digital no 1T26 deve apresentar uma queda.
Esses fatores se somam a um ambiente competitivo mais intenso e aos desafios para aumentar a penetração do mercado, o que, na avaliação do banco, pode afetar o crescimento de volume em 2026. Embora se esperasse um aumento na participação de programas híbridos a partir do 1T26, os investidores foram alertados para a queda de 37% na captação do ensino digital e a redução de 5% na captação de cursos presenciais.
O banco também avalia que o efeito do calendário de feriados em fevereiro pode ter contribuído para essa diminuição.
Revisões das Estimativas para Yduqs
Diante desse cenário, o BBA ajustou para baixo suas estimativas de crescimento da receita líquida, reduzindo o cálculo de R$ 5,865 milhões para R$ 5,771 milhões. No entanto, as projeções para a margem EBITDA ajustada foram elevadas de 33,7% para 2026, comparativamente a 33,5% anteriormente.
A previsão para o FCFE para o ano permanece em R$ 486 milhões, valor que se mantém similar ao modelo anterior.
Os analistas do BBA, liderados por Vinicius Figueiredo, destacam que, em 2025, a Yduqs fez mudanças em seu modelo de financiamento privado, trocando recebíveis antigos por novos contratos com condições mais vantajosas, o que contribuiu positivamente para a geração de caixa.
Para 2026, o impacto dessa mudança deve ser menor, mas pode ser compensado por outros fatores positivos.
Aposta na Variação do Mix de Cursos
A expectativa do banco é de que a participação de programas híbridos aumente em relação ao ensino a distância, mesmo que este último apresente margens mais favoráveis. O BBA também observa que a previsão de queda na captação de cursos presenciais não é um consenso entre as empresas do setor, já que a demanda por esta modalidade pode apresentar variações significativas de acordo com a marca da instituição e o ticket médio de cada universidade.
No 4T25, a Yduqs anunciou um processo de reestruturação do corpo docente com o intuito de melhorar a eficiência em custos e despesas, ante a implementação das novas regras regulatórias.
Os analistas do BBA afirmam: “Acreditamos que essa iniciativa deve resultar em uma estrutura de custos de pessoal mais otimizada futuramente. Por isso, estamos incorporando em nosso modelo uma redução de 50 pontos-base (0,5 p.p.) nos custos e despesas com pessoal em 2026.”
Fonte: www.moneytimes.com.br

