MP do Rio solicita afastamento do presidente da Rioprevidência

MP do Rio solicita afastamento do presidente da Rioprevidência

by Fernanda Lima
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Ação do MPRJ contra o Banco Master

Uma ação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra o Banco Master e outros envolvidos visa evitar um prejuízo superior a R$ 1 bilhão para o Rioprevidência, o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada em uma nota nesta sexta-feira, 10.

Pedido de Afastamento

O MPRJ solicitou, com pedido de tutela de urgência, o afastamento do atual presidente da autarquia, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, além da suspensão imediata de contratos relacionados ao modelo de crédito chamado "CredCesta".

Demandados na Ação

De acordo com o MPRJ, a ação também envolve a empresa PKL One Participações S.A., ex-dirigentes e atuais diretores do RioPrevidência, além do Estado do Rio de Janeiro e da autarquia previdenciária em si.

Risco de Perda de Recursos

A nota aponta que o caso apresenta um risco concreto de perda de cerca de R$ 970 milhões, quantia investida pelo RioPrevidência em títulos emitidos pelo Banco Master, cuja liquidação foi determinada pelo Banco Central. Esse cenário se agravou com novos aportes realizados posteriormente, aumentando o risco total para mais de R$ 1 bilhão.

Legalidade do CredCesta

A ação também questiona a legalidade do modelo de crédito "CredCesta". Conforme o documento, essa operação combina empréstimos consignados com cartões de crédito de maneira pouco transparente, o que teria levado aposentados e pensionistas a um ciclo contínuo de endividamento. Os descontos em folha de pagamento não estariam efetivamente reduzindo a dívida.

Violações e Implicações

O MPRJ destaca que essa prática descumpre o Código de Defesa do Consumidor e a Lei do Superendividamento, pois afeta diretamente consumidores em situação de vulnerabilidade, como idosos e beneficiários de previdência, comprometendo sua renda, que tem natureza alimentar.

Divergência na Compensação

Outro aspecto mencionado na ação é a divergência sobre a forma de compensação. O Estado e o RioPrevidência sugeriram a utilização de valores descontados de servidores para cobrir os prejuízos decorrentes dos investimentos. Entretanto, o GAESF/MPRJ argumenta que essa abordagem transfere indevidamente o ônus aos segurados, em vez de responsabilizar os agentes responsáveis pelas irregularidades.

Falhas na Gestão do Fundo

A ação também faz referência a indícios de falhas graves na gestão do fundo previdenciário, incluindo investimentos em instituições não credenciadas, mesmo após alertas de órgãos de controle. Para o GAESF/MPRJ, a manutenção da atual gestão representa um risco de continuidade de práticas que podem agravar a situação financeira do RioPrevidência.

Requerimentos do MPRJ

Diante desse contexto, o MPRJ faz vários requerimentos à Justiça, incluindo a declaração de nulidade dos contratos considerados abusivos, a suspensão dos descontos em folha, a responsabilização dos envolvidos pelo ressarcimento integral dos prejuízos e a implementação de mecanismos que proíbam novas operações similares no sistema previdenciário estadual.

Resposta da RioPrevidência

Em nota, a RioPrevidência afirmou que não havia sido formalmente notificada sobre a ação até o momento, classificando o procedimento como "totalmente desarrazoado".

Esclarecimentos sobre Aplicações

A autarquia esclareceu que as aplicações financeiras mencionadas se referem a recursos de natureza administrativa, oriundos da Taxa de Administração. Esses recursos são vinculados ao Fundo Administrativo e devem servir exclusivamente para custeio das despesas de organização, administração e funcionamento da unidade gestora, exigindo a segregação desses valores em relação aos destinados ao pagamento de benefícios previdenciários.

Investimentos de Baixo Risco

A RioPrevidência também destacou que as alocações realizadas estão concentradas em investimentos de renda fixa, com R$ 100 milhões aplicados em títulos públicos, o que caracteriza uma estratégia de baixo risco. Essa quantia não se mistura com os recursos voltados para pagamento de benefícios previdenciários que pertencem ao Plano Financeiro e ao Plano Previdenciário.

Compromisso com Benefícios

A autarquia reafirmou seu compromisso com o pagamento pontual dos benefícios previdenciários e garantiu que as solicitações do MPRJ continuarão a ser atendidas.

Resposta do Banco Master

O Banco Master não apresentou respostas aos questionamentos feitos pela reportagem. O CNN Money tenta entrar em contato com a PKL One Participações S.A., mas até o momento não encontrou um representante da empresa para se pronunciar sobre a situação.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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