Mudanças na Escala de Trabalho dos Supermercados
Apreensão sobre Aumento de Custos
O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, alertou que uma possível alteração na escala de trabalho de 6×1 pode ocasionar aumento de custos no setor, especialmente se essa decisão for implementada sem um debate abrangente com os diversos elos da cadeia. Essa questão começou a ser monitorada no final de 2024 e já motivou diversas empresas a realizarem estudos internos e testes operacionais.
Impactos das Decisões Sem Debate
Milan ressaltou que "Se houver uma decisão sem um amplo debate, isso poderá ter um impacto grande. O supermercado não é formador de preço; se houver aumento de custo, ele tende a repassar". Essa afirmação destaca a preocupação do setor sobre a possibilidade de que custos adicionais afetem o preço final aos consumidores.
Projetos-Piloto em Análise
O vice-presidente da Abras também informou que algumas redes de supermercados iniciaram projetos-piloto com o intuito de avaliar os impactos de uma potencial adoção do modelo de trabalho 5×2, que atualmente se encontra em discussão no Congresso. "Estamos antecipando essa discussão e vendo como a operação do supermercado ficaria no dia a dia, inclusive avaliando a necessidade de novas contratações e os possíveis efeitos sobre os custos", comentou Milan.
Discussão no Congresso
A questão da mudança de escala de trabalho ganhou destaque no Congresso Nacional. Na mesma quinta-feira (26), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, reiterou sua defesa pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a eliminação da escala de 6×1. Ele expressou otimismo em relação à viabilidade da aprovação da proposta no plenário da Casa, considerando que há o quórum constitucional para isso.
Responsabilidade na Tramitação das Propostas
Motta enfatizou que os parlamentares não devem legislar apenas em beneficio de uma "pequena elite" e defendeu que a tramitação das propostas seja conduzida com responsabilidade, ouvindo as partes afetadas e garantindo que todas as vozes sejam ouvidas durante o processo. Essa abordagem busca assegurar que as decisões tomadas reflitam as necessidades e preocupações de todos os envolvidos, desde os trabalhadores até os empresários do setor de supermercados.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


