Pentágono pressiona empresas de defesa a aumentar a produção de armamentos

Pentágono pressiona empresas de defesa a aumentar a produção de armamentos

by Patrícia Moreira
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A Pressão do Pentágono Sobre a Indústria de Defesa dos EUA

Em um comunicado recente, o Pentágono intensificou sua pressão sobre a indústria de defesa dos Estados Unidos para que se acelere a produção de armas. O objetivo é ajudar a reabastecer os estoques de munições que foram severamente diminuídos, em parte devido ao conflito em curso com o Irã.

A Aceleração na Aquisição de Munições

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou em uma declaração no sábado que o departamento está comprometido em aumentar as aquisições de munições para garantir que "as armas que nossos combatentes precisam estejam disponíveis na velocidade que a ameaça exige". Parnell confirmou os esforços do departamento na última semana para acelerar significativamente o processo, acrescentando que isso faz parte de uma ampla modernização que já existia antes do início do conflito, que completou cinco meses.

Comunicado aos Líderes da Indústria

Na quarta-feira, o vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, enviou uma carta a líderes da indústria, estabelecendo um prazo de no máximo 21 dias para que apresentem planos que visem "um aumento significativo na velocidade de entrega e/ou um aumento na produção de capacidades críticas". Esse comunicado foi repercutido pelo The Washington Post, que teve acesso ao memorando.

No documento, Feinberg enfatizou que "ciclos de desenvolvimento de anos não são aceitáveis". Ele ressaltou que "devemos acelerar dramaticamente nossos cronogramas de programas e expandir nossa capacidade de produção agora".

Impacto do Conflito Atual

A recente intensificação dos combates com o Irã resultou em um uso ainda maior das já reduzidas reservas de mísseis interceptores avançados da equipe militar dos Estados Unidos. Esse fato pode colocar as tropas americanas em maior risco caso os hostilidades se reiniciem, conforme uma nova análise.

Uma diminuição nas reservas de interceptores Patriot e THAAD poderá forçar os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio a assumirem maiores riscos para conservar essas defesas aéreas. A análise do Center for Strategic and International Studies (CSIS), um think tank de Washington, indicou que, por exemplo, as forças americanas podem lançar menos mísseis contra drones e mísseis iranianos que se aproximam, aumentando a chance de que um deles consiga penetrar as defesas.

Reação do Presidente

Recentemente, o presidente Donald Trump manifestou-se sobre reportagens públicas que mencionam a escassez de munições, afirmando em uma postagem no Truth Social que os Estados Unidos possuem "quantidades massivas". Ele acrescentou que "grandes quantidades estão sendo produzidas e enviadas para os Estados Unidos conforme necessário".

Orçamento e Desafios Legislativos

No sábado, Parnell reiterou que o memorando de Feinberg, que busca uma rápida escalada na produção de armas, é "real". Ele também comentou que isso irá influenciar o orçamento para o ano fiscal de 2028 que será enviado ao Congresso para financiamento, e que está inteiramente alinhado com os esforços contínuos para reconstruir a base industrial de defesa.

Atualmente, um projeto de lei de gastos em defesa enfrenta um impasse no Congresso, com os legisladores expressando insatisfação em relação à ação militar de Trump contra o Irã e resistindo ao pedido da Casa Branca para um aumento substancial do financiamento do Pentágono, que passaria de cerca de 900 bilhões de dólares para 1,5 trilhões.

Estoques de Interceptores

De acordo com estimativas do CSIS, o número de interceptores Patriot caiu de 2.330 antes do início do conflito para 1.030 quando o cessar-fogo em abril entrou em vigor. Após os combates recentes, o estoque é agora avaliado entre 759 e 827, representando uma diminuição de pelo menos 65% em relação aos números pré-conflito.

Já o número de interceptores THAAD passou de 452 antes da guerra para uma faixa entre 232 e 262 no início do cessar-fogo de abril, conforme relatou o CSIS. Embora os EUA tenham conseguido reabastecer parte do estoque, que agora é estimado entre 234 e 278 interceptores, ele ainda está, no mínimo, 38% menor do que antes do início do conflito.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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